
Astronauta Tupy
Lançado inicialmente em 1997, "Astronauta Tupy" continua sendo um disco contemporâneo, mesclando batucada pop aos diversos ritmos brasileiros. A faixa "Pena da Vida" foi grande sucesso no Japão em 1998, depois que a banda participou de uma turnê com o cantor Miyazawa Kazufumi. "Caramujo Jah" entra no disco na voz de Ney Matogrosso.
Batucada é (instrumentos usados no disco):
Atabaques, agogos, baixo, berimbaixo, bateria, bumbo robocop, caixas varridas, congas, contratempos, cúpula do trovão, crash ride, calotas vêdábliú, flanger parede, ganzá, guitarra, güiro, guëguê, hi-ride, leleô, latas, lataria, naipe de caixas, naipe de saco, naipe de pandeiros, naipe de triângulo, naipe de chinas, pandeiros, pandeiros de plástico, pandeiro varrido, reco-reco, rocar, repiques, surdo com fimose, surdos, sintetáize guitchá, triângulo, tacoma, tamborim, violão, vácu-vúcu jí, viola caipira e zabumba.
Discos
FAIXA
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Falta release do disco
Matérias
Revista Cover Batera (Janeiro/1998)
Émuito bom ouvir um álbum nacional de grande qualidade. E ainda melhorquando você ouve cada vez mais frequentemente estes discos,principalmente de novos nomes e novas fórmulas de MPB (segundo ocompositor Lenine, hoje é só MB, de tanta coisa diferente de Caetanos eChicos que vem sendo feita...). Carioca da gema, Astronauta Tupy temmarcas que ficam por toda sua extensão, como as linhas de baixo - jámarcando presença na faixa inicial "Pena de Vida", com a participaçãodo grande Mauricio Barros (Barão Vermelho) no Hammond - e a batidamarcada com ritmos que vão desde o funk até o baião. Caso da faixa"Fazê o quê?", com uma letra muito bem sacada (Vô fazê / música praenriquecer / o quê? / os corações e o planeta / basta um papel e umacaneta). Outras letras, também muito boas, tocam em assuntos bemcotidianos do Rio e do Brasil, como "Miséria no Japão" e "Seres Tupy".Como não poderia deixar de ser, este é um álbum muito interessante emtermos de percussão, com presença muito forte em todos os momentos, com"Caio no Suingue" como um exemplo bem legal. Não bastasse isso, asurpresa final do disco é imperdivel para quem curte uma batucada daraiz. Não perca e enriqueça seus ouvidos! (F.V.)
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Pedro Luís reinventa o batuque Primeiro CD do cantor traz groove dançante e letras para pensar
Andrea Lopes
Éum paredão de sonoridade, daquele tipo que desce macio, rodopiando emdeslize macio pelo timpano, enquanto o corpo sacode-se todo com osgrooves do grupo carioca. Pedro Luís e A Parede tem nome esquisito - aparede, no caso, é de som. Vale a pena ouví-los em seu primeiro CD,"Astronauta Tupy".
"Toda música boa é bem-vinda", assinala o talPedro Luís. Em casa ouvia o que os pais escutavam: Beatles, TriniLopez, Chico Buarque. Desconhecido da maioria do público, sobretudofora do Rio, Pedro tem estrada. Foi um dos sócios-fundadores do CircoVoador, em 1982. Acompanhou o grupo Asdrúbal Trouxe o Trombone,participou da banda Paris 400. Em São Paulo, gravou o disco "Farra daTerra", em 1984. Continuou incógnito, restrito ao circuitovanguardista. De volta ao Rio, fundou o grupo Urge, banda de rock comsotaques brasileiros que misturava métrica de samba com viola caipira.Entre um e outro trabalho com Arícia Mess, veio a ideia do que seriaPedro Luis e a Parede, criado em l0 de março do ano passado.
Em"Astronauta Tupy", Pedro Luís (voz e batucada) e a Parede (Sidon Silva,Mário Moura, C.A. Ferrari e Celso Alvim) reinventam letras e sons."Somos exploradores do espaço das ideias", explica Pedro a respeito dotitulo do CD. O baile começa com "Pena de vida" (Eu assinei a pena devida / sou a favor da pena de vida / se o sujeito cagou / Pisou naboia/ Tem que resolver aqui / Não pode sair fora). Embalo delicioso comparticipação de Maurício Barros nos teclados. Depois vem "Tudo vale aPena". Essa o povo conhece. Fernanda Abreu gravou em "Da Lata" eparticipa da faixa com o parceiro Pedro. Com Pedro Luis, acredite, ficamais saborosa.
Há uma composição de Mathilda Kóvak e LuísCapucho, "Máquina de Escrever". O meio xote, meio baião de "Fazê oquê". E o grude (no bom sentido) de "Soul" (Eu não quero conta dechegar / Quero chegar junto com você / Nem quero saber se o tempopassar / sei que um dia desses você vai entender quem eu soul), comparticipaçâo de Arícia Mess nos vocais. "Caio no Suingue" é bom deouvir e de prestar atenção na letra. Há uma bossa nova, "Navilouca",com direito a uma citação debochada remetendo a desafinado: "Fotografeivocê na minha Dragoflex / De olhar aceso, esperando por mim". Em "SeresTupy", a letra também pede atenção: "seres ou não seres / Eis a questão/ Raça mutante / por degradação (...) De Porto Alegre ao Acre / Apobreza só muda o sotaque". Lenine participa em "Chuva de Bala" nosvocais e na percussão de boca. Ney Matogrosso solta o gogó namaravilhosa "Caramujo Jah". Nestas duas, Pedro Luís deixa transparecercerta influência de Chico science. "É um contemporâneo de luxo. Naverdade há uma sincronia, influências de Chico, de Carlinhos Brown, umjeito de não ter bateria mas ter percussão e de tratar de assuntossemelhantes." Com um molho supimpa de Pedro e A Parede, claro."Falamos, mas também sabemos ouvir". Sintetiza.
Ficha Técnica
Gravado, mixado, editado e montado por
Tom Capone, PLAP, Mauro Manzoli e Luciano Tarta no AR Studios
Gravações adicionais
Fernando Morello (Iglu Studio), Florência Saraiva, Rodrigo Vidal e Marcelo Saboya (AR)
Assistentes de gravação e mixagem
Luciano Tarta, Fernando Fischgold e Vitor A. S.
Masterizado por
Ricardo Garcia no Magic Master
Arranjos e concepção
PLAP & TC
Participação especial
Carlos Trilha (batucada eletrônica)
Preparação vocal
Suely Mesquita
Projeto gráfico
Barrão e Fernanda Villa-Lobos
Assistente de arte
Ludmila Ayres
Fotografia
Daniel Mattar
Assistente de fotografia
Tuca Costa e Thais Teles
Produção da foto
Ana Belloto e Clara Serejo
Produção Dubas
Andrea Batata Menezes, Beto Valente, Julio Moura, Marisa Gandelman, Marnie Masques, Niza Simões, Ronaldo Bastos e Vicente Bastos
Coordenação gráfica
Sílvia Panella e Cristina Portella
Coordenação geral
Cristina Doria
